O congresso Autismo sem Fronteiras ocorreu em abril de 2025 no Centro de Convenções em Goiânia (GO), e a convite da organização do evento e da Revista Autismo, Brendaly Januário e Alexandre Stacciarini se encontraram com duas figuras importantes da comunidade do autismo, a pesquisadora Anita Brito e o escritor, fotógrafo e palestrante Nicolas Brito Sales. Nessa entrevista, falamos sobre trabalho, produções artísticas, minorias e muitos outros assuntos.
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Transcrição do episódio
Brendaly: Olá, pessoal! Eu sou a Brendaly, autista e doutoranda em Antropologia Social na UFG e uma das apresentadoras do podcast Introvertendo.
Alexandre: E aí, pessoal. Eu sou o Alexandre Stacciarini. Geralmente, eu fico por trás das câmeras como designer e assistente de vídeo do podcast Introvertendo, mas hoje eu estou aqui como um dos apresentadores.
Brendaly: E hoje nós estamos aqui no congresso Autismo Sem Fronteiras. Esse é um episódio muito especial, porque nós iremos entrevistar duas personalidades muito marcantes na comunidade do autismo, que é a Anita Brito e o Nicolas Brito Sales. A Anita Brito é escritora, palestrante, doutora em Neurociências e pós-doutora em Neurobiologia pela USP. Ela também é mãe do Nicolas Brito Sales. O Nicolas Brito Sales, por sua vez, é escritor, palestrante, fotógrafo, assistente terapêutico e artista plástico.
Alexandre: O Introvertendo está aqui hoje com o apoio da Revista Autismo, que é uma das patrocinadoras do podcast. A Revista Autismo é uma publicação gratuita e aqui em Goiânia, um dos pontos de distribuição dela é o NAIA Autismo. E você pode conferir mais informações no site canalautismo.com.br.
Brendaly: Queria aproveitar para fazer um convite a você. Nos siga nas nossas redes sociais. O nosso site é introvertendo.com.br. Você pode nos encontrar nas redes sociais pelo @introvertendo. O Introvertendo é um podcast feito por autistas com produção do NAIA Autismo.
[Vinheta de abertura]
Alexandre: Então, Anita, Nicolas, aproveitando que o congresso está acontecendo em Goiânia, o que vocês acharam da cidade? Estão gostando daqui? Já vieram aqui antes?
Anita: Já viemos pra cá, né?
Nicolas: A gente já veio aqui antes. A gente gosta de Goiânia, inclusive. E o congresso está super bem organizado e bastante legal, de verdade.
Anita: É enorme.
Nicolas: É enorme, com bastantes informações.
Brendaly: Então, Nicolas, você tem bastante projetos, né? Você é artista plástico, assistente terapêutico, fotógrafo, escritor, palestrante…
Nicolas: É isso mesmo.
(Risos)
Brendaly: É assim, é um currículo bastante extenso. Eu queria que você falasse um pouquinho pra gente do seu trabalho como assistente terapêutico.
Nicolas: Tá. Eu gosto muito de trabalhar, inclusive, como assistente terapêutico. Inclusive eu estou agora tirando minha certificação e pretendo aumentar mais o meu currículo de AT, né? Porque agora eu estou atendendo jovens autistas. Eu ajudo eles a trabalhar com a estimulação deles. Eu sou assistente terapêutico dos principais atendentes. É um trabalho que eu gosto muito e eu estou querendo agora aumentar bastante o meu currículo e seguir longe com essa carreira de atendente terapêutico para eu conseguir… Porque agora está sendo o meu principal foco junto com as minhas artes plásticas.
Anita: E só pra eu dar uma complementada, ele trabalha numa clínica. Na Clínica Gradual, onde ele tem acima dele os outros atendentes terapêuticos, tem os supervisores, né?
Brendaly: Interessante.
Anita: E aí na sala que ele fica sempre tem alguém já com formação em psicologia, em análise do comportamento, e ele é o assistente dessas pessoas.
Brendaly: Interessante.
Anita: Porque ele tem uma visão muito ampla e quando ele está dentro da sala, é incrível como ele é outra pessoa. Ele não é essa pessoa ali. Ele é engraçado, ele estimula os jovens, ele leva jogos. Todas as vezes que a gente está em algum lugar, ele vê algum jogo, ele gasta muito dinheiro dele, gasta não, investe, né? Em jogos, porque ele fala assim: “Ah, esse aqui os meus atendidos vão gostar”.
Brendaly: Que legal.
Anita: E lá dentro, ele é o tio Nick, tio Nico, né? As pessoas adoram ele e tem ele como referência lá na Clínica Gradual. Então é bem legal entender que tem pessoas acima dele e ele auxilia essas pessoas. E agora ele está estudando para que ele possa se especializar e talvez um dia passar de assistente para realmente atendente terapêutico. E depois, quem sabe um dia conseguir fazer uma faculdade e até ser realmente um analista do comportamento caso ele entenda como é que ele sente isso. Ele tem gostado muito da carreira. Desculpa ter falado demais sobre você.
Brendaly: Não!
Nicolas: Não, mas obrigado. Você complementou muito bem.
Anita: Obrigada.
Brendaly: Não, que bacana. Então assim, falando sobre o seu trabalho como artista plástico, eu vejo que você tem focado bastante nessa etapa da sua vida. E em 2024, você entregou um dos seus trabalhos para o presidente da França, Emmanuel Macron.
Nicolas: Você viu?
Brendaly: Foi bacana, né?
Nicolas: Exatamente.
Brendaly: Que o título da sua obra, eu não vou falar aqui em francês, porque… (risos). Mas o título, a tradução, o Brasil e a França se mesclam.
Nicolas: Exatamente.
Brendaly: Agora, em março de 2025, você fez a exposição Insights. E eu queria que você contasse como é o seu processo criativo e como você tem focado nessa etapa da sua vida.
Nicolas: Tá. Bom, esse meu processo criativo, ele é muito, vamos dizer assim, amplo, né? Se for comparar com o meu trabalho de fotógrafo inicial, né? E aí eu gosto muito de fazer artes abstratas, né? De diversos tipos. E quando eu era criança, eu gostava muito de objetos giratórios, né? Ventiladores, máquinas de lavar. Então eu peguei essa ideia pra fazer artes abstratas com movimentações giratórias para… Que eu apelidei carinhosamente de imagens psicodélicas. Para compartilhar o meu trabalho com as pessoas, né? Então é um negócio que eu gosto muito de fazer de coração.
Brendaly: Bacana. É a sua vez (risos).
Alexandre: Anita, você relata nas suas obras, né? Todo o acompanhamento que você teve com o Nicolas. E eu queria te perguntar, como que é, hoje em dia, como você se sente vendo todo o desenvolvimento que ele teve como pessoa, como profissional, né? E toda a visibilidade que ele está tendo agora também.
Anita: Acho que, engraçado, né? Que você está fazendo essa pergunta, eu pensei numa coisa que eu nunca tinha pensado antes. Eu acho que eu precisaria fazer uma cisão da mãe e da profissional que eu seria. Eu não vivi sem isso antes, porque assim, eu sou mãe dele. Como mãe, qualquer filho, qualquer conquista que seu filho tenha, seja ele típico ou atípico, sei lá como as pessoas queiram chamar, é maravilhoso, né? Ou seja, a primeira palavrinha, bater palminha, começar a andar, ir pra faculdade, casar ou não casar, ser profissional ou não ser profissional, tudo é maravilhoso pra gente que é mãe. Eu sempre quis ser mãe. E eu digo que o autismo não me abdicou do direito de ser mãe. Ele me trouxe uma maternidade diferente em tempos em que não se tinha entendimento de nada do autismo, né? Ele me trouxe uma visão diferente, um caminho diferente. Mas eu continuei sendo mãe.
Como profissional, eu me vejo assim, como uma pessoa, eu me sinto muito feliz. Porque de ver que eu insisti em uma coisa, que eu lembro, eu comecei a acreditar naquilo, porque eu via sentido no que eu tava lendo. As pseudociências eu lia e eu não via sentido. E aí quando eu escolhi um caminho, que deu certo e a gente chegou aqui onde a gente chegou. Com o meu filho entrando na escola não verbal e saindo orador da turma, né? Com uma pessoa que sabia ler, mas não sabia o que tava lendo, hoje ele é escritor de livros. Com uma pessoa que… ele tinha pavor de criança, hoje ele trabalha com crianças que são autistas, que não suportavam bexigas, balões e tudo mais. Mas hoje ele consegue ir num lugar e entrar e tudo mais e tal.
Então assim, ver todo o processo dele, enquanto pessoa com deficiência, porque ele tem múltiplas deficiências, isso me traz muita, muita alegria de saber que eu fui uma profissional consciente e me baseei pela ciência. Não sei se fez sentido, mas se você quiser saber, mas de repente eu lembro, porque eu pensei que eu precisava ter uma cisão da mãe pra profissional.
Brendaly: Interessante. Então, Nicolas, na sua obra Tudo que eu posso ser de 2017, em um dos capítulos você fala sobre a escola, essa etapa da sua vida. E eu queria que você falasse a importância um pouco da inclusão escolar nessa etapa da sua vida. Teve uma parte que você trouxe, relatou o seu discurso como orador da turma, que é um discurso belíssimo. E eu queria que você falasse um pouquinho do papel da inclusão escolar nessa etapa da sua vida.
Nicolas: O papel da inclusão escolar foi muito importante, porque ele me fez abrir mais os olhos, metaforicamente falando, a entender mais as matérias da escola, a entender mais o processo escolar, pra eu conseguir me tornar alguém hoje em dia. E a inclusão é muito importante para ambas as áreas, seja na escola, na faculdade, principalmente no mercado de trabalho, para ajudar outras pessoas com autismo a construírem suas vidas. E assim como também foi, no meu caso, com a inclusão na escola.
Brendaly: Bacana.
Alexandre: Eu também queria saber, Anita, a sua visão, a sua perspectiva, como mãe, também como educadora, como profissional, o que as pessoas podem fazer pra gente melhorar a inclusão e a diversidade no mundo no geral. Escolas, clínicas, enfim, na vida, né? Que é uma vida meio complicada.
Anita: Acho que a gente precisa se informar, né? Informação é a principal. Só que a gente tem que querer se informar, porque quando a gente vai se informar já cheio de amarras, cheio de preconceitos, né, e tudo mais, a gente não consegue ver. Tem muitas pessoas, por exemplo, que exigem o respeito pelo filho autista delas. “Ah, respeita o meu filho autista”, mas ela não consegue respeitar uma pessoa da comunidade LGBTQIA+, sabe, assim. Ou então ela fala assim, “Me respeita porque eu sou preto”, mas ela não consegue respeitar o autista. “Ah, me respeita porque eu sou ex-presidiária, mas eu tô conseguindo me colocar”, mas ele vai lá e… Então as pessoas, elas pedem respeito pra elas, mas elas têm uma certa dificuldade de dar o respeito pro outro.
Isso está muito ligado com o meio que nós somos criados, né? Eu sou religiosa, sou evangélica, batizada, mas infelizmente o preconceito tá muito ligado a religiões no geral, né, com a questão ainda de: “Ah, isso é pecado, isso é feio”, então a pessoa se acha no direito de apontar para outro, sendo que a nossa própria Bíblia diz para não julgar, então é uma incoerência aí, né? No próprio livro que tá escrito que homossexual é isso, tá escrito também para não comer camarão, a pessoa fala para não comer camarão falando mal de gay, então é complexo.
Brendaly: Exatamente.
Anita: Você tem que se desarmar de preconceitos no geral. Eu acho que a gente só tem tantas dificuldades hoje em dia, tantas desigualdades, pessoas morando na rua e guerras, porque a gente é arrogante e egoísta, e a gente não quer olhar pro outro como amar o próximo como a ti mesmo. A gente quer se amar primeiro, e depois se tiver tudo pra mim, talvez eu te dê algum “oi”, sabe?
Brendaly: Essa sua fala, Anita, me tocou profundamente, porque eu sou uma pessoa LGBT, eu sou lésbica, cresci e… Perdão, fui criada na igreja evangélica, né? Sou filha de pastor, então eu percebo muito esse preconceito, e eu tenho esse entrelaçamento, sou LGBT e sou autista também, e eu percebo que muitas das vezes as pessoas, né: “ah, respeito o autismo”, mas aí a outra parte que você falou, né, se é LGBT não, aí é pecado, é errado. Então essa parte me tocou muito, assim, é muito bom ver uma pessoa, né, que é evangélica e tem essa visão como um todo, né, que a Bíblia fala pra amar uns aos outros e tudo, então acho muito bacana vocês trazerem esse discurso de vocês.
Anita: Nem pode ser diferente. Eu ensinei meu filho desde pequenininho, a minha família era toda mesclada, com brancos, pretos e índios, né, mais para pretos e índios, mas acaba que, assim, eu nasci amarela, né, não amarela do asiático, eu sou toda mesclada e tal, e na minha casa, a gente tem pretos dentro da minha casa, não tem nenhum branco, mas assim, tem mais claros, têm indígenas, assim, com aquela aparência, e lá dentro de casa a gente vê várias diferenças em vários aspectos, tanto só em cor de pele como em outras questões também.
Eu fui ensinada a amar o próximo, né, eu fui criada na igreja, e aí quando eu via dentro da igreja alguma coisa que não me agradava, eu falava “cara, por que que tá falando isso? Eu não acreditei que amar o próximo era como nós mesmos, e Deus disse que nós somos a imagem e a semelhança dele?”. Então pra mim todo mundo é filho de Deus, não tem essa coisa de só porque você nasceu gay você não é filho de Deus, você é filho de Deus. Como é que o Deus que eu amo vai fazer você gay pra me ensinar uma lição?
Pra eu dizer que “ah, eu posso ir pro inferno”. Porque, sabe, eu sou neurocientista, eu sei que o nosso cérebro funciona dessa forma, eu nasci heterossexual, eu gosto de homem, eu não consigo me ver com uma mulher, eu não consigo beijar outra mulher, nunca nem tentei, porque não me traz… a minha impressão é que beijo de mulher é molhado, salgado e gelado.
(Risos)
Brendaly: Eu vou discordar, mas (risos)…
Anita: Exatamente, entendeu? Eu tenho uma ideia da minha… agora homem, homem eu gosto, eu amo meu marido, tô me relacionando há anos com homem, não porque a igreja me mandou, mas porque eu gosto de homem. Se meu marido é heterossexual, meus filhos são heterossexuais, ensinei-os a respeitar o outro, nenhum virou gay porque eu ensinei a respeitar.
É que nem aquela charge da capivara: “como podem os dois capivaras se beijarem? Se o meu filho beijar ele vai querer ser igual”. Então, como posso ensinar o meu filho a odiar alguém que tá se amando? Pra mim não faz sentido, se você ama uma outra mulher, parabéns, segue sua vida, que ela te ama, te respeite, que vocês sejam felizes, vocês não me fazem nada de mal, eu não quero fazer nada de mal pra vocês.
Porque eu acho que isso é o cristianismo, é a gente se amar e se respeitar. Quando você ama uma outra mulher, a minha renda não aumenta e não abaixa, a minha salvação não aumenta e não abaixa, a minha inteligência normalmente não aumenta e não abaixa, os meus títulos que eu tenho hoje como pós-doutora não vão abaixar, porque você ama uma outra mulher, e eu amo um homem. Eu não tenho esses títulos porque eu amo um homem, eu tenho esses títulos porque eu tenho esses títulos. Não tem nada a ver com a minha sexualidade, então porque eu vou odiar uma outra pessoa, eu vou julgar essa outra pessoa. “Ah, tá escrito em Levíticos”. “Vamos ler Levíticos inteiro?”
Brendaly: Aham.
Anita: Comendo um bacon com camarão aqui.
Brendaly: Ou a plantação no mesmo campo.
Anita: Vamos pegar a Bíblia e vamos começar a vender nossas filhas. Tem bastante coisa na Bíblia que a gente pode voltar a ver no Velho Testamento.
Brendaly: Exatamente.
[Trecho de palestra]
Nicolas: Eu estava tentando me adaptar à escola, mas sofria muito com os gritos das crianças, com as lições, com as mudanças de rotina e assim por diante. Um dos alunos começou a tirar sarro de mim, e então eu bati no aluno, e ambos fomos para a diretoria.
O outro aluno, ele chorou muito, mas eu fiquei super tranquilo, e a coordenadora me colocou de castigo na sala do diretor, onde havia um ventilador grande e diferente.
Eu imediatamente me coloquei em frente ao ventilador, e eu fiquei ali sossegado. E naquela época, quando eu era criança, eu era fascinado por objetos giratórios. Ventiladores, máquinas de lavar, liquidificador misturando a vitamina e o milkshake, enfim, eu adorava objetos giratórios naquela época. E a partir daquele dia, eu batia em qualquer criança de graça só para ir para a diretoria ver o bendito ventilador.
(Palmas)
Brendaly: Então eu queria agradecer a presença da Anita Brito, do Nicolas Brito Sales,
e queria que vocês deixassem um espaço para vocês deixarem uma mensagem para as pessoas que estão assistindo esse episódio.
Nicolas: Bom, mas vamos ver se as pessoas dão espaço para a gente (risos). Mas o que eu quero falar para o pessoal é o seguinte, vocês têm que se lembrar que nem todo ser humano é autista, mas todo autista é ser humano, e cada autista é único.
Anita: Eu quero dizer a todos para não desistirem de tentar ser bons, porque a gente está precisando ser bom para poder entender o outro como o outro, como nossos iguais, como nossos semelhantes. Tudo só é 100% possível se você tentar 100%. Se você tem mais um dia de vida, tenta nesse dia ser uma pessoa melhor.
Brendaly: Bacana, bacana. É isso aí.
Nicolas: Muito obrigado.
Alexandre: Então, pessoal, esse foi o episódio especial da entrevista com a Anita Brito e com o Nicolas Brito Sales. A gente tem a pretensão de todo episódio terminado em 0 ser um episódio especial de entrevista, então se você tem sugestão de novos entrevistados, deixe aí nos comentários. E também diz o que você acha, se você já conhecia o trabalho da Anita e do Nicolas. E se você estiver assistindo no YouTube, não esqueça de deixar seu like e se inscrever aqui no canal.
Brendaly: O Introvertendo é um podcast feito por autistas com produção do NAIA Autismo.
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Ficha técnica do episódio
Direção geral: Tiago Abreu | Direção de vídeo: Tiago Abreu | Assistente de vídeo: Alexandre Stacciarini | Fotografia: Tiago Abreu | Capa: Alexandre Stacciarini | Pauta: Brendaly Januário | Edição de áudio e vídeo: Tiago Abreu | Transcrição: Michael Ulian

