Introvertendo 136 – Autistas na Psicologia

Kmylla Borges é psicóloga e Lucas Pontes é estudante de psicologia. Os dois são autistas. Neste episódio, Otavio Crosara e Tiago Abreu os recebem para um papo sobre formação, abordagens na psicologia, autismo, Setembro Amarelo, saúde mental no Brasil e muito mais. Arte: Vin Lima.

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Transcrição do episódio

Tiago: Um olá pra você que ouve o podcast Introvertendo, que é o principal podcast sobre autismo do Brasil. Meu nome é Tiago Abreu, sou jornalista, host deste podcast, diagnosticado com autismo em 2015 e hoje nós vamos retomar uma série que começamos no ano passado sobre autistas e suas profissões.

Otávio: Olá, meu nome é Otávio, fui diagnosticado em 2015 e sou estudante de medicina.

Kmylla: Oi, eu sou a Kmylla Borges, eu sou psicóloga, sou autista, e eu uso o YouTube e o Instagram para fazer conteúdo informativo sobre autismo. Eu costumo falar sobre as características, diagnóstico tardio, camuflagem de autismo, além de outras coisas. E vocês podem me encontrar pelos canais usando o meu próprio nome, Kmylla Borges.

Lucas: Meu nome é Lucas, eu tenho 23 anos, fui diagnosticado em 2018 quando eu tinha 20 anos, sou estudante de psicologia, estou no terceiro ano da faculdade, ainda faltam dois e meio. Administro uma página no no Instagram chamada Arte Aspie Autismo, onde eu tento conscientizar de todas as formas das quais eu acho adequadas sobre o TEA e sobre outras diversidades também.

Tiago: E como adiantei esse episódio então é para falar sobre autistas na psicologia. Este é o nosso terceiro episódio da série. Nós já falamos sobre autistas na comunicação, autistas na medicina e agora mais uma profissão que eu imagino que esteja bastante perto dos autistas e da comunidade do autismo.

Bloco geral de discussão

Otávio: Aqui conosco, como já falamos, já se apresentaram a psicóloga Kmylla Borges e o estudante de psicologia Lucas Pontes. Nós gostaríamos de perguntar a vocês porque vocês escolheram a psicologia como carreira a se seguir.

Kmylla: Eu sempre tive interesse pelo comportamento humano, desde criança, quando assistir a novelas e filmes, eu pensava: “Nossa, que legal! Essa pessoa pode ser várias pessoas”. Mas eram atores. E na vida real é um pouco semelhante, dependendo do contexto que a gente tiver, a gente assume papéis diferentes, mas é claro que não é tão fantasioso como na ficção. E eu queria compreender um pouco melhor sobre as interações humanas, os sentimentos e também fazer algo que pudesse ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas. E por isso eu escolhi fazer o curso de psicologia.

Lucas: Pra ser sincero, assim, a psicologia não posso dizer que era um sonho desde criança, nem nada do tipo, porque a primeira faculdade que eu fui procurar era de filosofia, inclusive passei numa faculdade particular aqui numa cidade vizinha, mas não fechou turma na época e aí enfim, o curso não foi pra frente, mas eu estaria fazendo filosofia. Mas foi até bom que não deu certo, porque daí no ano seguinte abriu uma faculdade de psicologia aqui na minha cidade e a minha irmã me incentivou a fazer. Mas pra falar a verdade, assim, o meu sonho mesmo era ser músico, mas ser músico no Brasil meio que não é um caminho muito fácil. E aí, eu fui pra psicologia e tô gostando. Agora, o que tem a ver com o meu diagnóstico é até interessante, assim, porque eu já tinha, acredito eu que eu já havia até feito a matrícula da faculdade e semanas depois eu recebi o diagnóstico de autismo. Mas eu já eu já conheci um pouco sobre autismo, porque eu suspeitava, né? E aí eu conhecia mais sobre a Síndrome de Asperger, o que era chamado de autismo leve. Então, isso me fez interessar por psicologia, porque era o lugar onde se falava sobre isso. E era o local onde eu conseguia me identificar. E por isso eu acho que que eu tomei gosto e aceitei fazer o curso.

Otávio: É interessante você comentar que você queria fazer filosofia porque a santa bispa do Introvertendo, a psicóloga que reuniu eu e Tiago e todos os outros membros, ela era uma psicóloga que também era filósofa.

Tiago: E eu fiquei imaginando também o Lucas estudando Wittgenstein, filosofia da linguagem, assim, todos esses temas. Inclusive uma informação aqui que talvez seja interessante, existe um filósofo autista lá na França chamado Josef Schovanec. Inclusive a gente quer entrevistar ele algum dia e ele trabalha com filosofia e essa parte da linguagem, assim, interessantíssimo.

Lucas: Muito (risos).

Otávio: Kmylla, você foi diagnosticada após ter se formado em psicologia. Você sente que houve alguma diferença na sua atuação antes e depois do diagnóstico?

Kmylla: Eu senti muita diferença, principalmente em relação a compreender as características do diagnóstico. Antes de saber do meu diagnóstico, quase tudo que eu lia sobre autismo me fazia ter aquela ideia estereotipada que se passa nos filmes, que infelizmente nos faz cometer vários erros e em algum momento eu já cometi vários desses erros. Eu já cheguei a comentar que tal pessoa não parecia autista, mas não por características físicas de olhar e saber, como algumas síndromes, como a Síndrome de Down, por exemplo. Era por características comportamentais, como, por exemplo, quando falava que a criança era mais quietinha. E aí, olhando alguns casos de forma bem superficial, essa é a impressão que dá, mas quando a gente vai conhecendo um pouco mais da pessoa, vê que vai muito além desses comportamentos observáveis, por exemplo, as estereotipias que são bem visíveis. E aí, quando a gente vai além disso e vê os comportamentos privados, a gente percebe a rigidez, percebe o hiperfoco e muitas vezes também das estereotipias que são tão sutis que a gente não associa como sendo uma, a gente nem sempre vai associar isso como uma estereotipia do autismo. E aí foi nesse momento que eu tive meio que um choque e comecei a pensar: “Ah, se essas pessoas que, em muitas aspas não parecem ser autistas, eu também sou”. Porque desde criança e até hoje também eu apresento características bem semelhantes e isso faria muito sentido na minha vida. E mudou muito a minha forma de interpretar textos, principalmente, que eu leio sobre o autismo e consequentemente modificou a forma de atuar nos meus atendimentos. Antes eu lia algum conteúdo, algum texto sobre autismo e pensava: “Ah tá, beleza, é isso”. Hoje eu estudo e eu consigo ter uma visão mais clara do que esses conteúdos estão querendo dizer.

Otávio: Você, Lucas, tem se sentido realizado na psicologia?

Lucas: Sim, de certa forma sim, eu me surpreendi assim, porque é um curso bem subjetivo. E nós autistas, pelo menos boa parte dos autistas, são pessoas bem objetivas, que é o meu caso. E na psicologia muitas das matérias são bem subjetivas. Isso pra mim é algo complicado, mas nas matérias eu estou indo bem e eu acho que é um curso que vai e já está me ajudando bastante e pro resto da minha vida também vai me ajudar. Mas essa questão da realização eu acredito que eu não queira parar só na psicologia. Tem outros cursos que me interessam muito. Eu gosto muito de escrever e eu gosto muito de Jornalismo. Então, não sei, faculdade de Letras, faculdade de Jornalismo, é algo que me interessa também, mas só depois da psicologia, porque eu quero me formar em psicologia e talvez fazer algumas especializações também. Até porque eu eu gosto bastante da área. É um dos meus hiperfocos e eu acho que ser psicólogo vai me ajudar a conseguir ajudar mais autistas. Mas o mais difícil pra mim, assim como foi na época da escola, é a questão social. Lidar com o barulho das pessoas, lidar com os trabalhos em grupo, porque a psicologia também exige muita interação entre as pessoas. Mesmo que eu não queria trabalhar na área clínica, eu vou ter que fazer estágios para essa área, eu vou ter que aprender bastante a como lidar com outro ser humano e pra nós autistas, isso é algo bem delicado. Em alguns casos, os professores me ajudam, eu não tenho adaptação na matéria diretamente, mas de avisar quando vai ter algum trabalho em grupo ou então de uma aula que foi no laboratório com muitas pessoas, o professor se disponha a dar uma aula particular pra mim depois e esse tipo de coisa. Então, tem sido um desafio bem, assim, dos grandes (risos).

Otávio: Existe alguma vertente da psicologia que vocês mais ou que você acham que funcione mais com autistas?

Lucas: Eu tenho mais claro, assim, pra mim, as que eu não gosto do que ao invés daquelas que eu realmente gosto. Mas então, da psicanálise eu não gosto. Da Junguiana eu acho interessante, mas pra mim eu não gosto. Eu gosto bastante da psicologia comportamental, apesar de ter alguns problemas, não com a psicologia em si, mas como alguns terapeutas comportamentais aplicam a ciência behaviorista e isso que incomoda um pouco. Mas tem uma área da psicologia que é do Carl Rogers, que eu acho bem interessante, que é o humanismo. Eu fico entre essas duas, o humanismo do Rogers e o behaviorismo do Skinner. Mas eu ainda não tenho assim formado, porque na psicologia no curso, eles falam bastante disso. Quando terminar o curso, você vai ter que ter uma uma abordagem ali meio que pré-definida pra você conseguir trabalhar. Você vai poder se utilizar de mais de uma, mas é bom ter um foco. E eu ainda não tenho esse foco, mas eu acho que por enquanto eu fico com a humanista.

Otávio: Como se você tivesse que escolher um time, depois que você formasse, né?

Lucas: (Risos) Isso, é.

Otávio: E você, Kmylla, pra qual time você se alistou?

Kmylla: Eu tenho até um pouco de receio de responder essa pergunta, porque as pessoas costumam jogar de forma sobre as coisas. Eu utilizo a análise do comportamento, só que ela é muito mal interpretada. E assim como o autismo tem aquele esteriótipo, ela foi também reduzida a estímulo/resposta e treinamento de animais. Assim, como a psicanálise também foi reduzida a relação com seu pai, por exemplo. E essa é uma abordagem que eu não gosto, assim como o Lucas falou que ele não gosta também. Pra funcionar ou não, eu acho que depende mais do próprio profissional estudar a ciência e estudar aquele caso e como que ele pode intervir nesses casos. Não adianta a gente escolher um time bom e não ter bons jogadores.

Tiago: Esse último mês foi o mês de Setembro Amarelo e aí durante o mês as pessoas começam a falar sobre depressão, sobre suicídio, que é uma realidade que infelizmente tá na rotina dos autistas o ano inteiro. Você acha que comunidade do autismo tá lidando de uma forma madura com essa discussão sobre depressão e suicídio ou ainda tá uma coisa meio introdutória ou superficial demais?

Kmylla: Eu confesso que eu não sei como que as pessoas estão lidando com isso, eu não acompanhei muitas coisas que aconteceram nesse último mês. Mas é uma coisa bem delicada, porque muitas vezes a gente recebe o primeiro diagnóstico de depressão e depois o diagnóstico de autismo e aí depois a gente vê que pode ter muita ligação entre a depressão e o autismo por conta desses subdiagnósticos. A gente acaba sendo muito negligenciado por conta de receber o diagnóstico tardio e ainda tem muitos mitos em relação a isso, muitos tabus. Então, eu acho que a gente tem que amadurecer ainda esse tipo de discussão.

Lucas: Olha, eu acredito que seja ainda bem introdutória sim, porque a gente tem aquele problema de quando se fala de autismo, parece que autismo virou sinônimo de crianças. Então, a gente fala muito sobre criança autista e pouco sobre jovens e adultos, que é onde acontece o maior número de suicídios. E também tem aquela problemática de achar que autismo leve é fácil, quando na verdade os leves são os que cometem mais suicídio. Eu acho que é um tema urgente que a gente precisa falar sempre, não só em setembro porque os números são bem alarmantes e eu acredito que a gente não dê a devida importância ainda. Então, eu acredito que a gente tem que melhorar muito assim, tanto das pessoas que são da área do autismo e os próprios autistas ativistas da causa falarem mais sobre isso. No curso de psicologia a gente vê muito pouco sobre autismo e a gente não tem um preparo para lidar com essa população. E que os psicólogos tenham um preparo melhor pra lidar com a pessoa autista, porque tem muitos psicólogos também que buscam normalizar a pessoa autista, que tentam descaracterizar o autista pra ele se tornar menos autista, isso acaba sendo um dos fatores do alto índice de suicídio entre autistas. Isso acaba facilitando o âmbito social, mas emocionalmente é horrível pra pessoa que tem que viver uma vida em função daquilo que ela não é. Então, eu acredito que tem muito ainda a ser mudado.

Tiago: A gente ia entrar exatamente nesse ponto de ter uma avaliação de vocês quanto a atuação profissional de outros psicólogos na comunidade do autismo, porque a gente que produz conteúdo, tanto você, a Kmylla e nós aqui do Introvertendo, muitos psicólogos nos seguem, nosso feed ali tem sempre profissionais que estudam autismo, alguns na infância, alguns na vida adulta, como é que você avalia o estado geral de profissionais de autismo no Brasil? Você acha que a quantidade é muito pouca, tá melhorando? Porque eu vejo muitas críticas de autistas no geral em relação ao atendimento na área de saúde, como um todo.

Lucas: Eu acho que que vem melhorando, mas bem vagarosamente. A gente tem profissionais que estão começando a entender a importância de ouvir nós autistas. Mas eu acho que o tratamento psicológico aqui no Brasil ainda é muito elitizado. Os profissionais estão sempre falando sobre a importância de um tratamento precoce ou de um tratamento na vida adulta e contínuo. Só que são poucos aqueles que têm capacidade financeira para arcar com os custos de um tratamento. Então, acho que o primeiro passo é tornar o tratamento mais acessível e também que os psicólogos que se importam realmente a entender a pessoa autista não sejam uma minoria, e que valem da teoria. A teoria é importantíssima, é essencial, mas porque tem muitos psicólogos que acreditam que tem que tirar todos as estereotipias do autista porque eles são ruins e vão mostrar o quão estranho esse autista é, quando na verdade eles são movimentos autorreguladores e que nos ajudam. Essa falta de compreensão às vezes atrapalha bastante.

Kmylla: Fica muito amplo dizer se a classe profissional está preparada ou não. Eu acho que os poucos profissionais que se dedicam a estudar esse nicho, autismo, sim, podem estar um pouco despreparados. As coisas ficam mais complicadas quando a gente procura por profissionais não especializados nessa área e eu não falo só em relação a diploma. Infelizmente, por diversos motivos, a gente tem que ir no profissional que tem, por conta do plano de saúde, ou pelo preço, ou algum outro motivo. E nem sempre a gente tem o privilégio de ter contato com um profissional específico de nossa escolha. E aí a gente vai estar de cara com profissionais que falam coisas absurdas do tipo: “Se você olha nos olhos, então você não é autista”. Mas é complicado, eu acho que a gente nunca vai estar pelo menos uns 72% preparados para compreender algo, mesmo que a gente se dedique bastante e especificamente sobre um determinado assunto.

Tiago: Será que também não seria uma forma de ver o autismo desconectada das questões inerentes do nosso país, como a desigualdade? Porque eu sempre fico pensando assim: pra gente compreender como é ser autista, não só do ponto de vista subjetivo, mas em relação à sociedade como um todo, a gente precisa entender as características do nosso país, da vida, de como é cada uma das pessoas. Você acha que também tem um pouco disso, que os profissionais sempre pensam status ideal e não tentam dialogar, por exemplo, com a questão da valorização da saúde pública?

Kmylla: É. Enquanto indivíduos, não adianta a gente só fazer um trabalho com objetivo de conscientizar, informar as pessoas sobre o que é o autismo e essa informação chegar para um número limitado de pessoas que têm acesso à internet. E as pessoas autistas e familiares que não tem acesso à internet e muito menos as intervenções adequadas? Muitas vezes o acesso a determinadas áreas da saúde é tão burocrático ou até mesmo inexistente, então eu acho que seria muito necessário um diálogo que vá além desses critérios da conscientização e também que seja mais do que os próprios autistas e profissionais que só trabalham com essa demanda.

Lucas: Uma pergunta bem complexa. Eu vejo que tem muito esse status idealizado assim, que inclusive acaba gerando alguns mitos como, por exemplo, que a pessoa pode deixar de ser autista, porque ela vai fazer o tratamento, vai se adaptar aquilo que as pessoas acreditam ser o correto e mesmo que isso seja muito ruim pra ela, pros sentimentos dela, ela vai deixar de ser autista, como se fosse possível.

Tiago: Gostaríamos de agradecer muito a Kmylla e ao Lucas. O episódio de hoje foi bem produtivo, foi bem proveitoso, bem gostoso de fazer. Kmylla, Lucas, vocês têm alguma algumas últimas palavra? Vocês querem divulgar alguma coisa? Fiquem a vontade.

Kmylla: Eu queria agradecer o convite e nesse pouquinho tempo a gente conseguiu abordar muito assunto relevante. Também convido as pessoas a conhecerem o meu canal no YouTube e também o Instagram que dá pra gente ter um contato mais direto e interagir com mais frequência.

Lucas: Ah, eu gostaria de pedir pra quem está ouvindo aqui, seguir o meu perfil lá no Instagram, o Arte Aspie Autismo e eu também tenho um canal no YouTube. Comparado ao Instagram ainda bem pequenininho, mas eu estou postando alguns vídeos lá e eu também tenho uma página no Facebook, mas ela tá abandonada, faz meses que eu não posto nada lá, eu não gosto do Facebook.

Otávio: Depois que eu larguei o Facebook, a minha sorte mental melhorou consideravelmente, mano.

Lucas: Pois é (risos). Ah, eu gostaria de agradecer o espaço, eu acho genial a ideia de ter um uma plataforma, um podcast feito por autistas que entrevista autistas. Então, parabéns. Eu acho que a gente tem que ter mais projetos do tipo.

Otávio: Muito obrigado, Lucas, muito obrigado, Kmylla, vocês são muito bem-vindos aqui e que vocês, se puder, se aparecer oportunidade, que vocês participem de futuros.

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